Hetrin orienta população sobre a epilepsia e como agir diante de uma crise

Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus) apontam que, entre 2019 e 2024, foram registrados 296.017 casos de epilepsia no Brasil 


Equipe médica do Hospital Estadual de Trindade (Hetrin), em Goiás, orienta sobre epilepsia e como agir em crises.

Hetrin reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para garantir qualidade de vida aos pacientes. (Foto: Débora Alves/IMED) 



Em fevereiro, mês dedicado à conscientização sobre a epilepsia, a equipe médica do Hospital Estadual de Trindade – Walda Ferreira dos Santos (Hetrin), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), esclarece dúvidas sobre a doença e orienta a população sobre como agir diante de uma crise. 


A epilepsia é uma condição neurológica crônica que afeta aproximadamente uma em cada 100 pessoas. Segundo dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), entre 2019 e 2024, foram registrados 296.017 casos da doença no BrasilEla se manifesta por meio de crises epilépticas, caracterizadas por descargas elétricas anormais e descontroladas no cérebro, que podem provocar diferentes tipos de sintomas. 


O médico do pronto-socorro da unidade, Matheus Paiva, destaca que muitas pessoas ainda não sabem como proceder ao presenciar uma crise. “As regras de ouro são proteger a cabeça da pessoa, afastando objetos que possam machucá-la; deitá-la de lado para evitar aspiração de saliva; cronometrar o tempo da crise; não colocar nada na boca e não segurar braços ou pernas”, orienta. 


Qualidade de vida 


Apesar do impacto que as crises podem causar, o médico reforça que a epilepsia, quando controlada, não impede uma vida ativa e produtiva. “Pessoas com epilepsia podem trabalhar, estudar, praticar esportes e, em muitos casos, dirigir normalmente quando estão com a condição controlada. Elas podem ter uma vida com pouca ou nenhuma limitação”, afirma. 


O diagnóstico é feito por meio da avaliação do histórico do paciente, com informações sobre os tipos de crise apresentados, a idade de início dos sintomas e histórico familiar, além de exames complementares. Segundo o especialista, os avanços no tratamento têm sido significativos. “Atualmente, existem medicamentos modernos e eficazes, além de estratégias como dietas específicas, sempre com acompanhamento médico especializado. Isso contribui para mais qualidade de vida aos pacientes”, relata. 


Crises que duram mais de cinco minutos ou que ocorrem de forma repetida, sem que a pessoa recupere a consciência entre elas, caracterizam uma emergência neurológica chamada estado de mal epiléptico. Nesses casos, é fundamental buscar atendimento imediato para evitar lesões cerebrais. A orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, se a crise ultrapassar cinco minutos, se houver uma crise seguida da outra ou se a pessoa se machucar durante o episódio. 

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