Saiba quais exercícios são essenciais no tratamento do lipedema

 

Cirurgião vascular explica como atividades de baixo impacto ajudam a reduzir inchaço, controlar a dor e melhorar a circulação



O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal e desproporcional de gordura, principalmente nos membros inferiores e, em alguns casos, nos braços. A condição costuma vir acompanhada de dor, inchaço e sensibilidade ao toque e afeta entre 10% e 18% das mulheres no mundo. No Brasil, a estimativa é de que pelo menos 9 milhões de mulheres convivam com a doença, que é classificada em cinco tipos, de acordo com as regiões do corpo afetadas.


Na prática clínica, o tratamento do lipedema envolve uma abordagem multidisciplinar, que vai além do controle do peso e inclui mudanças no estilo de vida. De acordo com o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, o exercício físico ocupa papel central nesse processo, por contribuir tanto para o controle dos sintomas quanto para a melhora da qualidade de vida das pacientes. “O exercício físico, juntamente com a dieta, a perda de peso e a fisioterapia, são os pilares no tratamento clínico do paciente que tem lipedema”, afirma.


Além de aliviar sintomas como dor e inchaço, a prática regular de atividades físicas promove alterações importantes no metabolismo. Segundo o especialista, o exercício ajuda a melhorar a composição corporal, favorecendo o aumento da massa magra, fator essencial para o emagrecimento saudável e para o controle metabólico. “O exercício ajuda a distribuir melhor a gordura no corpo e aumenta a massa magra. A massa muscular é essencial para a perda de peso, porque aumenta o gasto energético e diminui a resistência à insulina”, explica. 


Dentro desse contexto, a musculação aparece como uma aliada importante no tratamento do lipedema, desde que seja orientada e adaptada às limitações de cada paciente. O fortalecimento muscular traz benefícios que vão além da estética, impactando diretamente a circulação e o sistema linfático. “A musculação atua fortalecendo o músculo, aumenta a força e a resistência muscular, ajuda no retorno venoso e linfático dos membros inferiores, diminuindo o inchaço. Além disso, auxilia no controle do peso, da dor e ainda melhora a postura e o equilíbrio corporal”, destaca o médico.


Outros recursos terapêuticos também podem ser incorporados à rotina de exercícios, sempre com acompanhamento profissional. Entre eles, a plataforma vibratória tem sido utilizada como complemento ao tratamento, especialmente pelos efeitos positivos na circulação. De acordo com o Dr. Herik Oliveira, esse tipo de equipamento pode potencializar os resultados quando bem indicado. “A plataforma vibratória melhora a circulação, aumenta o retorno linfático, diminui o volume dos membros, acelera o metabolismo e contribui para o aumento da massa muscular”, pontua.


Para pacientes que sentem dor ou apresentam limitações articulares, atividades de baixo impacto são as mais recomendadas. Segundo o especialista, exercícios simples e acessíveis podem trazer ganhos significativos sem agravar os sintomas da doença. “Exercícios físicos de baixo impacto, como a caminhada, ajudam a melhorar a circulação e o condicionamento físico sem sobrecarregar as articulações”, orienta.


Por outro lado, o cirurgião vascular alerta que nem toda atividade física é indicada para quem tem lipedema. Exercícios de alta intensidade ou com impacto excessivo podem desencadear piora do quadro inflamatório e aumento da dor. “É importante evitar exercícios de alta intensidade que possam causar dor, impacto ou hematomas, porque eles podem piorar a inflamação do paciente com lipedema”, ressalta.


Entre as opções mais indicadas dentro do tratamento, os exercícios aquáticos se destacam pelos benefícios combinados da água e do movimento. A redução do impacto e a pressão hidrostática favorecem a drenagem linfática e aliviam o inchaço. “Os exercícios físicos mais indicados no lipedema são os de baixa intensidade, como natação e hidroginástica. Eles melhoram a drenagem linfática, reduzem o inchaço e diminuem a sobrecarga nas articulações”, conclui o Dr. Herik Oliveira, da clínica Angioven.


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