Paula Belmonte defende fortalecimento da rede de atendimento às pessoas com deficiência

Candidata ao Governo do DF visitou a Ampare, instituição que há mais de cinco décadas atua na reabilitação, inclusão e defesa de direitos de pessoas com deficiência

Foto: Pedro Oliveira.

A candidata ao Governo do Distrito Federal Paula Belmonte (PSDB) defendeu, nesta segunda-feira (17), o fortalecimento da rede de atendimento às pessoas com deficiência e maior integração entre o poder público e as instituições que atuam diretamente no acolhimento, na reabilitação e na inclusão desse público. A declaração ocorreu durante visita à Associação de Mães, Pais, Amigos e Reabilitadores de Excepcionais (Ampare), na Asa Norte, na tarde desta segunda-feira (17).

Durante a visita, a candidata destacou a importância de olhar para o núcleo familiar que sustenta o cuidado diário. “Cuidar de quem cuida é fundamental, mas cuidar do ser humano é mais essencial ainda. E aqui eu venho fortalecer o meu contato com as mulheres, porque cada criança que é atendida aqui, nós estamos cuidando de uma mulher e do lado de uma mulher tem uma família, tem filhos”, afirmou Paula.

Ela pontuou que muitas dessas mães acabam ficando desamparadas e ressaltou a necessidade de reverter a redução de capacidade observada na entidade. “Infelizmente, a Ampare, uma instituição desde 1972, está diminuindo cada vez mais as vagas. Desde 2023 tem diminuído. Elas tinham 120 pessoas com deficiência aqui sendo atendidas. Hoje, são 97 e não podem ampliar, porque o GDF não está ampliando essas vagas”, explicou.

Paula Belmonte também relacionou suas propostas à necessidade de inspirar-se em modelos internacionais de bem-estar social e desenvolvimento humano. “Eu acredito nesse desenvolvimento da pessoa, do ser humano cuidado, para que ele possa ter o desenvolvimento econômico, porque a prosperidade é para todos. O Brasil é rico e Brasília mais ainda. E nós vamos lutar pela prosperidade das pessoas”, pontuou a candidata ao GDF.

Propostas de Governo - Em seu plano de governo, a candidata propõe uma mudança de paradigma na assistência social, defendendo que o Estado deve atuar não apenas como um suporte pontual, mas como um indutor de autonomia.

O programa de Paula Belmonte prevê que os programas sociais sejam conectados a oportunidades concretas de qualificação profissional, empreendedorismo e geração de renda, visando retirar as famílias da situação de vulnerabilidade de forma definitiva.

A proposta de Paula prioriza a criação de uma rede de atendimento integrada, onde os serviços de saúde, educação e assistência social conversem entre si. O objetivo é que o cidadão não precise percorrer diversos órgãos públicos em busca de ajuda, pois, o governo irá identificar as necessidades de cada família e coordenar os encaminhamentos necessários.

O plano destaca, ainda, o compromisso com públicos prioritários, como a primeira infância, a população em situação de rua, com foco em acolhimento e reinserção social, bem como, o suporte contínuo a pessoas com deficiência e neuroatípicas, sempre em articulação com entidades da sociedade civil que já desempenham esse papel nos territórios.

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