Entenda o procedimento feito por Virgínia para tratar enxaqueca

Foto: Instagram

 

Especialista explica como a toxina botulínica atua na prevenção das crises e em quais casos o tratamento é indicado


A influenciadora Virgínia realizou uma nova aplicação de toxina botulínica como parte do tratamento preventivo contra enxaqueca após uma viagem recente. O procedimento é indicado em casos específicos e faz parte de uma estratégia médica voltada à redução da frequência e da intensidade das crises.


Segundo a anestesiologista e especialista em medicina da dor da clínica Saint Moritz, Inácia Simões, o botox é uma das opções utilizadas no controle da enxaqueca crônica, especialmente em pacientes com crises frequentes e impacto importante na qualidade de vida.


“O botox não é um tratamento para a crise em si. Ele é indicado como prevenção, com o objetivo de reduzir a sensibilização das vias de dor e diminuir a hiperatividade muscular que está envolvida no desencadeamento da enxaqueca”, explica a médica.


Ela detalha que o procedimento atua de forma gradual no organismo. “A toxina botulínica age bloqueando a liberação de substâncias relacionadas à dor. Isso faz com que, ao longo do tempo, o cérebro fique menos reativo aos estímulos que desencadeiam as crises”, afirma.


Inácia Simões reforça que o tratamento não substitui medicações de alívio imediato. “É importante entender que o botox não serve para interromper uma crise já instalada. Ele faz parte de uma estratégia preventiva, que busca reduzir a frequência e a intensidade dos episódios ao longo dos meses”, diz.


A médica também destaca que a indicação deve ser individualizada. “Nem todo paciente com enxaqueca é candidato ao botox. É preciso avaliar histórico, frequência das crises, resposta a outros tratamentos e impacto funcional. É uma decisão clínica bastante criteriosa”, explica.


Segundo ela, os resultados podem variar. “Alguns pacientes têm uma melhora significativa já nos primeiros ciclos de aplicação, enquanto outros precisam de ajustes no protocolo ou de associação com outras terapias preventivas para alcançar melhor controle da doença”, completa.


Inácia Simões ainda ressalta a importância do acompanhamento contínuo. “O tratamento da enxaqueca é sempre multimodal. Envolve não só o procedimento, mas também mudanças de hábitos, controle de gatilhos e, em alguns casos, uso de medicamentos preventivos”, finaliza.

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