Apesar do avanço na participação feminina nos negócios, educação financeira ainda é o principal divisor entre renda e independência sustentável
As mulheres já representam quase metade dos empreendedores no Brasil e vêm ampliando, ano após ano, sua participação na economia. De acordo com dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), elas correspondem a cerca de 34% a 35% dos empreendedores iniciais no país, enquanto levantamento do Sebrae aponta que mais de 10 milhões de mulheres comandam negócios no Brasil. Apesar do avanço, desafios como renda média inferior à dos homens, dupla jornada e menor acesso a crédito ainda impactam a consolidação da independência financeira feminina.
Nesse cenário de crescimento e transformação, especialistas defendem que o empreendedorismo, por si só, não garante autonomia, é o planejamento que sustenta a liberdade no longo prazo. Para Camila Mazzei, consultora financeira da Mhydas Planejamento Financeiro, houve evolução na forma como as mulheres se relacionam com dinheiro, mas ainda existem barreiras culturais e comportamentais.
“Hoje vemos mulheres muito mais interessadas em investir, empreender e assumir o controle das próprias decisões financeiras. O acesso à informação aumentou e a educação financeira ganhou espaço. Mas muitas ainda enfrentam insegurança na precificação, dificuldade em negociar e receio de assumir riscos calculados”, afirma.
Segundo a especialista, para quem deseja começar a empreender como estratégia de autonomia financeira, o primeiro movimento deve ser pessoal, não empresarial. “Antes de abrir um CNPJ, é fundamental organizar a vida financeira. Mapear renda, despesas, dívidas e construir uma reserva de emergência. Empreender exige fôlego. Sem base estruturada, o negócio nasce sob pressão.”
Ela destaca que separar finanças pessoais das empresariais, definir pró-labore (salário) e projetar fluxo de caixa para os primeiros meses são etapas indispensáveis. “A organização financeira traz clareza. E clareza reduz decisões emocionais.”
Embora a desigualdade estrutural ainda influencie o cenário, Camila avalia que a educação financeira é hoje um dos principais diferenciais competitivos. “Não é apenas sobre quanto a mulher ganha, mas sobre como ela administra, investe e multiplica esse dinheiro. Muitas já têm renda, mas não transformaram isso em patrimônio.”
Entre os erros mais comuns no início do empreendedorismo estão a subprecificação de produtos ou serviços, a ausência de controle de margem e a mistura de contas pessoais com as da empresa. “Existe uma tendência de cobrar menos do que o valor justo, seja por insegurança ou medo de perder clientes. Isso compromete crescimento e sustentabilidade.”
Para quem já empreende, aumentar rendimento sem elevar riscos passa por eficiência. Revisar margens, identificar produtos mais rentáveis e reinvestir o lucro de forma estratégica são caminhos recomendados. “Crescer não significa necessariamente vender mais, mas vender melhor, com mais margem e inteligência financeira”, explica.
Modelos de negócios com redes de revendedoras também têm ampliado o acesso ao empreendedorismo feminino. É o caso da Veri, marca de semijoias que reúne mais de 3 mil vendedoras pelo país, permitindo que mulheres iniciem com investimento reduzido e estrutura já consolidada. Formatos como esse podem funcionar como porta de entrada para geração de renda, desde que acompanhados de planejamento e visão de longo prazo.
À frente da Veri Semijoias, Veridiana Quirino destaca que o empreendedorismo feminino precisa caminhar lado a lado com organização financeira para se transformar em independência real. “Empreender é uma ferramenta poderosa de transformação, mas sem planejamento financeiro o crescimento não se sustenta. Sempre incentivamos nossas revendedoras a enxergarem o negócio como uma empresa: organizar fluxo de caixa, separar contas pessoais das profissionais e reinvestir de forma estratégica. Quando a mulher entende os números do próprio negócio, ela deixa de apenas gerar renda e passa a construir patrimônio e liberdade no longo prazo”, afirma.
Para Camila, a independência financeira feminina é um conceito amplo. “É renda própria, patrimônio, investimentos e, principalmente, liberdade de decisão. É poder escolher os próximos passos sem depender financeiramente de terceiros. Empreender pode ser o começo, mas é o planejamento que transforma renda em independência sustentável”, conclui.
Com o avanço do protagonismo feminino nos negócios, educação financeira deixa de ser diferencial e passa a ser ferramenta estratégica para consolidar autonomia em um cenário econômico cada vez mais desafiador.
Sobre a Mhydas Planejamento Financeiro
A Mhydas Planejamento Financeiro está entre as empresas que mais crescem no Paraná e no Brasil. Com mais de 50 consultores financeiros, a empresa tem escritórios físicos em Ponta Grossa, Londrina, Campinas com atuação a nível nacional. Fundada por André Bobek, consultor eleito melhor vendedor de seguro de vida no Brasil por dois anos consecutivos (2019, 2020), consultor financeiro TOP Global, eleito 11º melhor do mundo, recordista do “State Insurance Sales” e membro do Million Dollar Round Table (MDRT), a Mhydas atua na educação, planejamento e melhoria da qualidade de vida por meio de consultoria financeira e tem a patente do Consórcio Multi Versátil. Saiba mais em: https://mhydas.com.br/






