Cuidados como uso de óculos escuros e boné, para crianças e adultos, são formas de prevenir doenças oculares. (Foto: Débora Alves/IMED)
A Policlínica Estadual da Região Nordeste II – Posse, unidade do governo de Goiás administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (IMED), realizou uma palestra educativa com foco no câncer ocular, conscientizando a população sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento oftalmológico regular para a preservação da visão e da saúde ocular. A atividade foi conduzida pelo médico oftalmologista da unidade, Marcelo de Paula, que abordou os principais tipos da doença, além de alertar para os sinais de atenção que podem indicar a presença do câncer.
Segundo o especialista, muitos casos são assintomáticos nas fases iniciais, o que dificulta a detecção precoce. “Quando os sintomas aparecem, eles podem incluir perda de visão, percepção de manchas móveis, conhecidas como ‘moscas volantes’, dor ocular persistente ou alterações na aparência do olho. Já os carcinomas cutâneos, como o basocelular e o espinocelular, podem acometer as pálpebras e estruturas ao redor dos olhos”, explicou o médico.
Durante a palestra, o oftalmologista reforçou que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento. “Identificar o câncer ocular nas fases iniciais aumenta significativamente as chances de controle da doença e, em muitos casos, possibilita a preservação da visão. Por isso, o acompanhamento oftalmológico regular é indispensável”, destacou Marcelo.
A palestra contou com a participação do público, que teve a oportunidade de esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. (Foto: IMED)
Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) indicam que o Brasil registra, em média, 1.004 novos casos de câncer ocular por ano. Já em âmbito global, segundo o Ministério da Saúde, uma em cada 20 mil pessoas recebe o diagnóstico da doença, sendo que 90% dos casos são detectados antes dos cinco anos de idade e cerca de metade antes dos dois anos, o que evidencia a importância do rastreio precoce, especialmente na pediatria.
O oftalmologista também destacou os principais fatores de risco associados à doença, como a exposição excessiva à radiação solar sem proteção adequada, histórico familiar, idade e condições genéticas. Entre as orientações preventivas, foram enfatizados o uso de óculos de sol com proteção contra raios UV, a realização de consultas oftalmológicas periódicas e a atenção a qualquer alteração visual.







