Os procedimentos captaram fígado, rins e córneas e foram realizados com apoio das Centrais Estaduais de Transplantes de Goiás e Mato Grosso do Sul
A doação de órgãos só acontece com autorização da família, por isso é importante comunicar o desejo de se tornar um doador ainda em vida (Foto: Cristiano Martins/IMED)
Referência no estado e no Sistema Único de Saúde (SUS), o Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), unidade do governo de Goiás em Uruaçu, realizou no dia 22 de fevereiro mais duas captações de órgãos e tecidos para transplante, sendo o 34º e 35º procedimento deste ano. Na ocasião, foram captados fígado, rins e córneas que irão beneficiar um total de 9 pessoas que aguardam na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
O primeiro doador era um homem de 49 anos, que doou rins e córneas; já o segundo, também do sexo masculino, de 22 anos, doou fígado, rins e córneas; ambos após terem morte encefálica determinada por protocolos seguidos por lei. Com a autorização familiar concedida, os órgãos captados darão a chance de uma nova vida a outras pessoas.
Os processos contaram com o apoio da equipe de médicos e enfermeiros das Centrais Estaduais de Transplantes de Goiás e do Mato Grosso do Sul, da Organização de Procura de Órgãos (OPO/HEANA) e do Hospital de Olhos da Universidade Federal de Goiás (CEROF/UFG), que realizaram o procedimento de captação juntamente com a equipe do hospital. A logística de transporte aéreo foi realizada com o apoio da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul e da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás.
O HCN se tornou um grande aliado dessa causa, instruindo e estimulando familiares e pacientes sobre a importância de ser um doador, e tem desempenhado um papel fundamental na promoção da doação de órgãos e no salvamento de vidas por meio de transplantes. Apesar da difícil decisão e da dor da perda, as famílias são abordadas e amparadas pela equipe multidisciplinar da Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) da unidade, composta por profissionais do serviço social, psicólogos, equipe médica e de enfermagem, entre outros departamentos importantes para a efetivação da captação.
Segundo a vice-presidente da CIHDOTT e coordenadora de uma das UTI’s Adulto do HCN, Kellen Lopes, “a doação de órgãos é um assunto que precisa ser conversado ainda em vida, demonstrando esse interesse, essa vontade de ajudar o próximo, porque a única forma de se tornar um doador é com o ‘sim’ da família. Doar órgãos é um gesto de amor e o transplante pode ser a única esperança de vida ou uma oportunidade de recomeço para as pessoas que precisam da doação”, destaca ela.
O HCN, unidade administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED, se consolidou como referência em Goiás e realizou um total de 11 procedimentos de captação de órgãos para doação apenas em 2025. A 34ª e a 35ª captação foram realizadas no próprio hospital, que possui todo aparato tecnológico para realizar esse tipo de coleta e faz parte da Central Estadual de Transplantes.
Doação de órgãos
A doação de órgãos é um ato de amor que possibilita salvar muitas pessoas. A doação após morte encefálica só acontece com autorização da família. Por isso é importante comunicar para as pessoas mais próximas o desejo de se tornar um doador.
A posição da pessoa na fila de espera para doação de órgãos depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor. Quem regula a fila é o Sistema Único de Saúde (SUS) e os órgãos doados vão para pacientes que aguardam na fila nacional única, controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.






