Unimed Federação Centro Brasileira promove treinamento para desmistificar o uso da Inteligência Artificial

 



 A Inteligência Artificial (IA) já está presente no cotidiano das pessoas, embora ainda desperte dúvidas e alimente muitos mitos. Com o objetivo de esclarecer seu funcionamento, evidenciar seu potencial e alertar sobre os riscos do uso inadequado, a Unimed Federação Centro Brasileira promoveu, na manhã de 15 de janeiro, um treinamento estratégico voltado aos colaboradores.

 

Durante o encontro, foram abordadas as principais formas como a IA já está incorporada às rotinas diárias e discutidos os cuidados necessários para garantir um uso ético, responsável e seguro dessas ferramentas, especialmente no ambiente de trabalho.

 

Mais de 500 colaboradores da Federação e das Unimeds federadas acompanharam a capacitação conduzida por João Gonçalves, advogado e especialista em Direito Público, Gestão em Saúde e Negócios Digitais. Ele explicou como a Inteligência Artificial influencia decisões que vão desde preferências pessoais de entretenimento até mecanismos de prevenção a fraudes, sempre com base na análise de métricas e padrões de comportamento.

 

Segundo João, a presença da IA é constante, embora muitas vezes passe despercebida. “Nós usamos IA o tempo todo. Não é algo do futuro, é um presente silencioso”, destacou.

 

Transformações no setor da saúde

Ao tratar das transformações no setor da saúde, o palestrante relembrou como processos que antes eram totalmente manuais, como solicitações de autorização de procedimentos e validação de elegibilidade, exigiam a presença física do paciente em uma unidade. Hoje, grande parte dessas etapas ocorre de forma automatizada, com o apoio de métricas eletrônicas, auditorias digitais e ganhos expressivos de agilidade.

 

Até mesmo a função de recepção nas instituições de saúde mudou. Ferramentas automatizadas, como os bots, assumiram tarefas de cadastro, permitindo que os profissionais concentrem seus esforços em oferecer uma experiência mais acolhedora ao paciente.

 

Apesar dos avanços, João reforçou que a Inteligência Artificial não possui consciência, emoção ou intenção. “A IA existe para gerar o que você pediu. Ela aprende com dados, que se transformam em padrões e retornam respostas. Esse processo retroalimenta o sistema”, explicou.

 

Mas é seguro?

 

Quando o tema foi a segurança, o especialista foi enfático ao afirmar que a tecnologia é segura, desde que utilizada de forma adequada. O principal risco, segundo ele, está nos dados inseridos nas ferramentas. “É preciso muito cuidado ao homologar sistemas de IA. Decisões automatizadas podem excluir beneficiários, discriminar pacientes por fatores psicossociais, sociais ou econômicos e gerar injustiças graves”, alertou.

 

Nesse contexto, João ressaltou que a Inteligência Artificial não deve ser utilizada para decisões finais em saúde, que dados sensíveis não podem ser inseridos nos comandos e que a tecnologia deve ser vista como uma ferramenta de apoio, jamais como substituta do julgamento humano.

 

Para o especialista, o desafio do setor da saúde é fazer mais com menos recursos, e a IA surge como uma aliada ao proporcionar escala e velocidade. Ainda assim, não substitui o fator humano. “A Inteligência Artificial deve ampliar a capacidade humana”, concluiu, reforçando que a tecnologia só se torna um diferencial competitivo quando utilizada com ética.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
Bio Caldo - Quit Alimentos