Doutora Jane cobra rigor do Estado após feminicídio de adolescente em Planaltina e alerta para reincidência criminal

A deputada distrital e delegada Doutora Jane (Republicanos-DF) se manifestou com firmeza sobre o feminicídio de uma adolescente de 14 anos ocorrido em Planaltina, no Distrito Federal. O caso gerou comoção e revolta ao se tornar público que o principal suspeito do crime já acumulava um extenso histórico de passagens pela polícia, incluindo estupro de vulnerável, estupro contra a própria mãe, roubo e crimes relacionados a drogas



O suspeito, Marlon Carvalhedo da Rocha, de 29 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar do DF (PMDF). Ele cumpria prisão domiciliar e já havia sido investigado por diversos crimes graves ao longo dos últimos anos. Em 2019, Marlon foi apontado como autor de estupro de vulnerável contra uma criança de 11 anos. Em 2023, voltou a ser preso após denúncia de estupro contra a própria mãe, durante uma saída temporária de Natal.

Para Doutora Jane, o caso escancara falhas no sistema de proteção e reforça a necessidade de respostas mais duras e efetivas do Estado diante de criminosos reincidentes.

"Não podemos normalizar a barbárie. Não podemos aceitar que uma jovem tenha sua vida interrompida dessa forma. Esse crime choca, revolta e expõe a urgência de proteger nossas meninas e mulheres", afirmou a parlamentar.

A deputada ressaltou que a reincidência criminal do suspeito levanta questionamentos sérios sobre a efetividade das medidas cautelares e do acompanhamento de indivíduos com histórico de violência sexual.

"Enquanto houver mulheres e meninas sendo mortas, minha luta será incansável: por leis mais duras, por prevenção, por informação e por proteção real. O silêncio também mata. A omissão também mata", declarou Doutora Jane.

Relembre o caso
Segundo a PMDF, Marlon mantinha um relacionamento recente com a mãe da adolescente e esteve no apartamento da família na noite anterior ao crime. Durante a madrugada, ele teria isolado a vítima da irmã mais nova, de 11 anos, pedindo que a criança dormisse em outro quarto.

Ao acordar, a mãe encontrou a filha desacordada. O suspeito fugiu a pé levando objetos da residência, como celular e computador. Ele foi localizado cerca de 20 minutos depois, com apoio da mãe da vítima e por meio do rastreamento de um celular roubado.

O apartamento onde ocorreu o crime havia sido inaugurado há cerca de três meses e ainda não possuía móveis nem iluminação adequada, segundo apuração.

Até o fechamento desta matéria, Marlon Carvalhedo da Rocha permanecia detido na 16ª Delegacia de Polícia de Planaltina, onde o caso segue sob investigação da Polícia Civil do DF (PCDF).

"Proteger vidas é dever de todos"

Doutora Jane concluiu reforçando que o feminicídio é um crime grave e que combatê-lo exige ações integradas, rigor na punição e responsabilidade institucional.

"Feminicídio é crime. Proteger vidas é dever de todos — do Estado, das instituições e da sociedade", finalizou.

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