Psicóloga orienta como recomeçar o ano sem ansiedade e metas irreais
O começo do ano costuma vir acompanhado de uma avalanche de expectativas. Metas ambiciosas, planos de mudança imediata e a sensação de que janeiro precisa ser o ponto de virada definitivo podem transformar o recomeço em um período de ansiedade e cobrança excessiva. Para muitos, a tentativa de “dar conta de tudo” logo nos primeiros dias do ano acaba tendo o efeito oposto, gerando frustração e desgaste emocional.
Segundo a psicóloga Denise Milk, essa pressão ignora o momento real vivido pelo corpo e pela mente. “Janeiro costuma chegar carregado de expectativas: novo ano, novas metas, uma lista invisível de ‘agoras vai’. O problema é que o corpo e a mente nem sempre acompanham esse ritmo artificial. Depois de um período de festas, excessos e rupturas de rotina, exigir produtividade máxima e decisões grandiosas pode gerar ansiedade, culpa e sensação de inadequação”, explica.
Para a especialista, driblar essa pressão passa por mudar a lógica do recomeço. “Recomeçar com saúde mental não significa acelerar, mas regular. É um mês estratégico para reconstruir hábitos com consciência, respeitar limites emocionais e compreender que adaptação também é progresso, ainda que silencioso”, destaca.
Na prática, isso significa abandonar promessas irreais e apostar em pequenos ajustes no dia a dia. Organizar o sono, retomar pausas, redefinir prioridades e alinhar expectativas de forma possível são atitudes que ajudam a criar um ritmo mais saudável. “Cuidar da saúde mental em janeiro passa por trocar a lógica da pressão pela da presença. Menos promessas irreais e mais micro decisões sustentáveis”, afirma Denise.
A psicóloga também chama atenção para o papel das empresas e lideranças nesse processo. Ambientes que respeitam o tempo de adaptação e incentivam relações mais humanas tendem a ser mais produtivos no longo prazo. “O verdadeiro recomeço não está em ‘dar conta de tudo’, mas em criar um ritmo que seja saudável ao longo do ano”, pontua.
Por fim, Denise Milk reforça que começar com gentileza é um investimento emocional. “Consistência vale mais do que pressa, e saúde mental não combina com urgência fabricada. Quem se permite começar devagar constrói bases mais sólidas para atravessar o ano com mais equilíbrio e bem-estar”, conclui.
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