Goiás registra em março a abertura de mais de 3 mil empresas e bate recorde





Segundo presidente da Comissão Especial de Recuperação de Empresas e Falência da OAB/GO Filipe Denki, a abertura de novas empresas está mais ligado a uma reinvenção das pessoas que ao perderem seus empregos tiveram que abrir seus próprios negócios

 

Goiás registrou abertura de 3.095 empresas em março, terceiro recorde consecutivo em 2021, o indicador supera o último recorde no Estado nos últimos cinco anos, que foi registrado em fevereiro de 2021, com novos 2.794 Cadastros Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJs) no mês, em abril foram 2.774 pedidos. Os dados foram divulgados no Relatório Estatístico de março, da Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg).

Com o terceiro recorde consecutivo em 2021 em Goiás, a soma dos novos CNPJs consolidados apenas no primeiro trimestre somam 8.712, somando o mês de abril o número foi de 11.486, o que equivale a 33,3% da abertura de empresas no Estado no ano passado. Em 2020, foram 26.109 estabelecimentos abertos em território goiano, o maior quantitativo dos últimos cinco anos.

Na comparação com o mesmo período de 2020, quando a Juceg também apresentou recorde de novas empresas nos últimos cinco anos, a constituição de CNPJs no primeiro trimestre aumentou em 42,8%.

O Brasil teve em 2020 o melhor desempenho da década na abertura de novas empresas, no total 3,3 milhões de empresas abertas, sendo 2,6 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI’S).

 O Advogado especialista em reestruturação empresarial e presidente da Comissão Especial de Recuperação de Empresas e Falência da OAB/GO, Filipe Denki, explica que o aumento da abertura de novas empresas está mais ligado a uma reinvenção das pessoas que ao perderem seus empregos tiveram que abrir seus próprios negócios. 

“Também podemos atribuir a uma prática irregular cometida por muitos empresários em crise que preferem abandonar seu CNPJ E abrir outro em nome de terceiros ao invés de se falar de mecanismos legais de reestruturação empresarial”, explica o especialista.

 A taxa de desocupação para o primeiro trimestre (de dezembro a fevereiro) de 2021 foi de 14,4%, anunciou hoje (30) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso significa que 14,4 milhões de pessoas estão desempregadas atualmente no Brasil – o maior número da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD contínua), que começou em 2012

“Em um artigo escrito por mim no início do mês de março do presente ano intitulado, “O caos econômico”, trouxe informações nada animadoras, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve uma queda de 4,1% em 2020, segundo divulgou nesta última quarta (03/03) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi a maior contratação desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996, há uma grande expectativa de aumento de pedidos de recuperação judicial e falência em 2021, segundo vários analistas de economia não há sinal de fim de recessão e estes já veem 2021 como ano perdido e como demonstrado anteriormente o desemprego está nos maiores níveis da história”, pontua Denki.

 O especialista explica que a criação recorde de empresas, especialmente de MEIs, nos setores de alimentos e vestuário vendido por aplicativos e e-commerce, é um reflexo da dinâmica do mercado de trabalho brasileiro no ano da pandemia. Com escassez de vagas formais e a necessidade de trabalhar, uma das soluções para continuar tendo renda foi o empreendedorismo. Com uma melhor facilidade de formalização trazida pelo MEI, além de alguma proteção a esse empreendedor como contribuição a previdenciária, e, neste ano, com o auxílio emergencial o crescimento dessa categoria foi potencializado.

“Para a retomada da economia o Brasil passa necessariamente pela volta da disciplina fiscal, pelo respeito ao teto de gastos, contém o aumento da inflação e avançar nas privatizações. A reforma tributária, deve ser prioridade, entre as medidas que precisam ser adotadas para melhorar o ambiente de negócios no país.”


Empreendedorismo por necessidade

 

O especialista em gestão de negócios e fundador da Kunk.Club e do 55Lab.co Fernando Finger Santiago explica que o crescimento do empreendedorismo é um fenômeno natural que foi intensificado na pandemia. 

 

"Muitas pessoas perceberam que podem trabalhar de casa. E em um cenário onde as empresas estão contratando menos para reduzir custos é natural que aumente o número de pessoas empreendendo. Algumas  também começaram a empreender por necessidade. Perderam os empregos e precisaram se virar", enfatiza o especialista.


Comida afetiva em tempos de pandemia

 

O restaurante  Teggiano Comida de Herança foi uma das empresas que abriu em plena pandemia em Goiânia. Nascida no interior de Minas Gerais, na cidade de Visconde do Rio Branco, a empresa tem como conceito eternizar momentos através da comida. Com receitas exclusivas, artesanais e sem conservantes, as criações da chef Maristela Coutinho extrapolaram o âmbito familiar e caíram no gosto dos comensais. 

 Com atendimento inteiramente online, os pedidos são feitos pelo Instagram ou Whatsapp da marca e entregues no conforto de casa. O cardápio requintado e variado contempla receitas árabes, pães especiais, antepastos, doces, entre outras criações deliciosas que dão água na boca, que são, inclusive, uma excelente opção de presente.

 “A Teggiano trabalha com produtos de excelência justamente para que o público tenha a preocupação apenas de viver bons momentos ao lado da família e dos amigos. Nosso objetivo, além de oferecer boa comida, é também causar uma experiência única a cada um dos nossos clientes” diz Lineker Borges, um dos sócios da franquia na capital goiana.

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