Filippelli manda recada para Agnelo


   Filippelli marcou o terreno onde pisa
Num lance ousado e cheio de mistérios, o esperto vice-governador Tadeu Filippelli foi o centro das discussões em todas as rodas políticas na semana passada. Sem abrir a boca publicamente, atraiu para o seu propósito político, ou seja, chamar a atenção dos petistas que estava desdenhado sua força política. O que a maioria dos viventes não sabia era que ele já tinha conversado com os ex-governadores José Roberto Arruda (sem partido) e Joaquim Roriz. Os dois caciques ouviram mais do que falaram, com exceção de Arruda que externou um pouco de mágoa, por Filippelli não o ter poupado do constrangimento de depor numa delegacia, por conta dos documentos vazados pela secretaria de transparência em relação ao seu governo. Fora isso, houve sinais de fumaça, não de apoios explícitos mas de abertura para, se necessário, futuras conversas.

Roriz insiste que pode ser candidato embora ninguém acredite nesta possibilidade. No frigir dos ovos, ele vai mesmo é negociar uma melhor posição para a filha Liliane. Para observadores mais atentos, Filippelli, normalmente sisudo, abriu o sorriso ao abraçar Roriz mas foi só um gesto para mandar um recado aos petistas: o PMDB tem a presidência do Senado, Câmara Federal e a vice-presidência da República. Tente me tirar do jogo que vocês vão sentir o peso da derrota.  Se não for este o recado, então por que promover um megajantar em sua casa para cúpula nacional do PMDB? Ninguém mostra força política a troco de nada. Já foi dito inúmeras vezes neste espaço que, para onde Filippelli pender, a balança desequilibra. 

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